"Do nada fiquei ansiosa", será?
Como assim “do nada”? Dificilmente foi “do nada”! Tudo que fazemos, sentimos e pensamos acontece dentro de um contexto que precisa ser observado para ser compreendido. Quando a ansiedade chegar, procure observar:
- O que aconteceu antes de eu me sentir ansioso(a)? O que eu estava fazendo? Onde eu estava? Com quem?
- De que forma a ansiedade se manifestou no meu corpo?
- Quais foram os meus pensamentos?
- O que eu fiz? Quais foram as consequências da minha ação?
Somos pouco hábeis no exercício da auto-observação, mas é a partir dela que podemos discriminar e compreender melhor o que sentimos e por quê sentimos, e só então conseguimos mudar nossos comportamentos para enfrentar situações potencialmente desafiadoras — e a ansiedade costuma ser um alarme que nos avisa sobre estas situações. Na psicoterapia encontramos um contexto privilegiado, de não julgamento, para o treino da auto-observação.