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Autocrítica

Nossa cabeça é uma produtora incansável de conteúdos, muitos deles sobre nós mesmos, sobre como deveríamos nos comportar, como deveríamos ser… Uma incansável conversa interna que atende pelo nome de autocrítica. Se ela é positiva ou negativa não importa, a grande questão é o que fazemos com esse conteúdo interno.

Quando o ruído provocado por estes conteúdos é tão intenso a ponto de nos paralisar, criar medos irracionais ou nos desviar do que é importante, temos um problema a ser resolvido. Por outro lado, a autocrítica é também uma possibilidade de autocorreção de nossos comportamentos.

Mas você pode estar se perguntando: de onde vem essa autocrítica? Ela é fruto principalmente do nosso anseio por pertencimento. Enquanto seres gregários que somos, dependemos uns dos outros em alguma medida, e qualquer coisa que ameace essa condição nos gera insegurança. Aí a autocrítica aparece como um alarme que nos mostra que nosso pertencimento em determinado grupo pode estar em risco.

Contudo, antes de tomar sua autocrítica como verdade absoluta, avalie: ela, no contexto no qual se manifesta, está te ajudando ou te atrapalhando? Ela te afasta ou te aproxima do que essencialmente importa pra você?

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